sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sementinha

Plantaram a sementinha há mais de um ano e a coitada nada de nascer. Chegaram a regar. Carinho, atenção, esperança, suspiro.

Alarme falso.

Quando ela parecia que ia desabrochar, podaram.
Quando ela desistiu de lutar, regaram.
Não sabe se nasce, não sabe se morre.

Não sabe de nada.

Melhor mudar de ares, de lares.
Pior é ficar nesse chove-não-molha.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Burrice

Aos berros na areia cantei:

“eu quis dizer
você não quis escutar
agora não peça
não me faça promessa...”

Regaram a semente quando ela estava na sua paz celeste, que peste.
Mesmo quieta, na dela, incomoda, que mola.
Ora em cima, ora embaixo, que saco.

“ainda somos iguais
então não me chame
não olhe pra trás”

Errar é humano, persistir no erro é burrice.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Fudest 2008

Jornalismo, no topo da lista. no auge da moda. no alvo da roda.

O lead vem primeiro. O que? Quando? Onde? Como? e Por que?

Pauta é a ordem do dia, a mais pedida.

O Furo, por incrível que pareça, é o novo.

Imparcialidade é utopia.

Jabá é conta paga no final do mês.

Fonte é zero, um, dois e três.

No jornalismo, todo mundo sabe cozinhar.

Requenta daqui, copia de lá.

ECA, tá todo mundo ferrado.

domingo, 11 de novembro de 2007

Ação e reação

Discurso e prática são distintos e difíceis de se encontrarem.
Escorregaram no óleo Lisa, as mascaras caíram.
Bem feito.

O tempo ficou azedo azulado. Não sei se rio ou choro.
O rio podia levar todo e qualquer pensamento sombrio de uma pessoa inútil/fútil.

Vou sobreviver a velha lei.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Coisas que eu sei

Dudu Falcão

Eu quero ficar perto
De tudo o que acho certo
Até o dia em que eu mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento é minha distração
Coisas que eu sei
Eu adivinho sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio mostra o tempo errado
Aperte o play
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo ta fechado pra visitação
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa
É minha Lei
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar
Eu já comprei
Ás vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando eu tô afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia...
Agora eu sei...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Esperança

Fé, expectativa, espera. Assim sou eu.
Vivo de anseios, planos, desejos. E tenho esperança de realizá-los.
Devo saber lidar com a pressa que me apressa meus sonhos.
Esperar, esperar e esperar. Unhas roídas, quilos a mais.
Que o presente do Natal chegue antes do tempo, caso contrário espero.